Primeiro amarram um marginal ao poste, depois atropelam uma dupla de assaltantes; entre bandidos o acerto de contas já não é mais feito às escondidas. Logo estaremos apedrejando ladrões, estupradores, assassinos e toda espécie de bandido em praça pública porque a Segurança Pública está falida e nossas leis beneficiam sobremaneira os criminosos.
A sensação de impotência e abandono, tão comum às vítimas da violência, não deveria ser o propulsor de todas as barbaridades cometidas pelos ditos "cidadãos de bem". Aquele que não é bandido deveria acreditar na Polícia e no Poder Judiciário.
Infelizmente, pedir isso no Brasil de hoje é pregar no deserto. Presídios com capacidade ultrapassada não podem receber presos das delegacias, mesmo que estes já tenham seus processos transitado em julgado. Assim, esses presos lotam delegacias que deveriam receber infratores que ali ficariam, grosso modo, somente até que seus processos sejam julgados. Acontece então que pequenos bandidos acabam sendo encarcerados com bandidos extremamente perigosos, contaminando-se e reforçando a expressão "Universidade do Crime".
Até pouco tempo atrás, me irritava o fato de que boa parte da classe residente no extrato mais elevado da escala social (com condições de pagar segurança privada, blindar seus veículos e construir fortalezas para residir) não pressionava a classe política para, efetivamente arrumar a casa. Acontece que recentemente a violência está atingindo inclusive essas pessoas, os mais ricos e/ou os políticos.
As manifestações que ocorrerão esse ano devem ser ainda maiores e mais violentas que as do ano passado, dada a intransigência apresentada por grupos de black blocs e simpatizantes. De um lado, uma turba de arruaceiros prontos para destruir e depredar tudo que estiver pela frente. Do outro, uma polícia despreparada para acompanhar manifestações, ainda que pacíficas e organizadas.
Some tudo isso exposto acima e temos um barril de pólvora prestes a explodir. Raras devem ter sido as pessoas capazes de prever isso no passado e, aquelas que o fizeram, devem ter sido ignoradas solenemente pelos governantes. Aos políticos, o que interessa são votos, porcentagens e estatísticas que demonstrem como deverão se comportar para vender a imagem de salvadores da pátria e conseguir sua reeleição.
Minha maior frustração com o PT, considerando apenas a condução do operário à Presidência da República, reside no fato de que este operário deveria ter se preocupado com a educação mais até do que com a economia. Ele, melhor que ninguém, sabe que as chances de um miserável alcançar sucesso similar ao seu é praticamente zero. Assim, a primeira ação que deveria buscar a elevação do nível da educação primária, preparando as crianças das camadas mais pobres para poder ao menos saber ler e escrever. O que aconteceu foi o oposto. Não foi dada a devida atenção à formação dos pequenos e, creio eu, a maioria das crianças que tinham 7 anos de idade quando Lula assumiu a Presidência, hoje está com 19 anos e provavelmente esses jovens estão sendo encaminhadas para o mundo do crime e para a marginalização. Que legado terrível, não, Lula?
O bordão "o gigante acordou" veio tarde, poderia ter acontecido em 2005, quando da descoberta do Mensalão. Ou melhor, poderia ter vindo até antes, quando as privatizações escandalosas não foram devidamente combatidas. Enfim, o importante é que muita gente percebeu que se ficarmos inertes, aquilo que mencionei no primeiro parágrafo não será mera ficção.
A sensação de impotência e abandono, tão comum às vítimas da violência, não deveria ser o propulsor de todas as barbaridades cometidas pelos ditos "cidadãos de bem". Aquele que não é bandido deveria acreditar na Polícia e no Poder Judiciário.
Infelizmente, pedir isso no Brasil de hoje é pregar no deserto. Presídios com capacidade ultrapassada não podem receber presos das delegacias, mesmo que estes já tenham seus processos transitado em julgado. Assim, esses presos lotam delegacias que deveriam receber infratores que ali ficariam, grosso modo, somente até que seus processos sejam julgados. Acontece então que pequenos bandidos acabam sendo encarcerados com bandidos extremamente perigosos, contaminando-se e reforçando a expressão "Universidade do Crime".
Até pouco tempo atrás, me irritava o fato de que boa parte da classe residente no extrato mais elevado da escala social (com condições de pagar segurança privada, blindar seus veículos e construir fortalezas para residir) não pressionava a classe política para, efetivamente arrumar a casa. Acontece que recentemente a violência está atingindo inclusive essas pessoas, os mais ricos e/ou os políticos.
As manifestações que ocorrerão esse ano devem ser ainda maiores e mais violentas que as do ano passado, dada a intransigência apresentada por grupos de black blocs e simpatizantes. De um lado, uma turba de arruaceiros prontos para destruir e depredar tudo que estiver pela frente. Do outro, uma polícia despreparada para acompanhar manifestações, ainda que pacíficas e organizadas.
Some tudo isso exposto acima e temos um barril de pólvora prestes a explodir. Raras devem ter sido as pessoas capazes de prever isso no passado e, aquelas que o fizeram, devem ter sido ignoradas solenemente pelos governantes. Aos políticos, o que interessa são votos, porcentagens e estatísticas que demonstrem como deverão se comportar para vender a imagem de salvadores da pátria e conseguir sua reeleição.
Minha maior frustração com o PT, considerando apenas a condução do operário à Presidência da República, reside no fato de que este operário deveria ter se preocupado com a educação mais até do que com a economia. Ele, melhor que ninguém, sabe que as chances de um miserável alcançar sucesso similar ao seu é praticamente zero. Assim, a primeira ação que deveria buscar a elevação do nível da educação primária, preparando as crianças das camadas mais pobres para poder ao menos saber ler e escrever. O que aconteceu foi o oposto. Não foi dada a devida atenção à formação dos pequenos e, creio eu, a maioria das crianças que tinham 7 anos de idade quando Lula assumiu a Presidência, hoje está com 19 anos e provavelmente esses jovens estão sendo encaminhadas para o mundo do crime e para a marginalização. Que legado terrível, não, Lula?
O bordão "o gigante acordou" veio tarde, poderia ter acontecido em 2005, quando da descoberta do Mensalão. Ou melhor, poderia ter vindo até antes, quando as privatizações escandalosas não foram devidamente combatidas. Enfim, o importante é que muita gente percebeu que se ficarmos inertes, aquilo que mencionei no primeiro parágrafo não será mera ficção.
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