Definitivamente o cenário eleitoral de 2014 é um dos piores desde que comecei a votar, em 1994. E não tenho esperança que em 2018 isso mude.
Analisando o aspecto
econômico, para muitos o mais importante, não há dúvidas de que a reeleição de Dilma trará
uma piora acentuada aos indicadores econômicos. Não há clima para investimentos e a retração econômica foi provocada não somente pela crise internacional, mas sim pela incapacidade da equipe econômica do atual governo manter as engrenagens rodando, uma das poucas coisas boas que Lula fez em seu governo.
Em ano eleitoral, o normal (pra não dizer o esperado) é o país crescer acima da média dos anos anteriores. Quanto o Brasil está crescendo em 2014?
Em ano eleitoral, o normal (pra não dizer o esperado) é o país crescer acima da média dos anos anteriores. Quanto o Brasil está crescendo em 2014?
Analisando a questão de
oposição ao governo, o PSDB realmente é uma piada. Mas é uma
piada mais leve do que o PT na oposição. PT na oposição é contra
TUDO que o governo, qualquer que este seja, propuser. Independente de
ser bom ou ruim, PT será contra. Só presta aquilo que o PT propõe,
quando está no governo. Sendo oposição não proporá nada positivo, pois
vai ajudar o governo, e isso não pode. Eu lembro muito bem como era o PT na oposição.
Quando era oposição, inclusive, eles aprenderam a descobrir todas
as maracutaias do PSDB entre 1994 e 2002, ainda que naquela época houvesse
um “Engavetador-Geral da República” que não conduzia os
processos à luz da Justiça. Com esse aprendizado, os petistas
desenvolveram metodologia própria de corrupção, aplicada desde sua
ascensão ao poder, em 2002, até este momento. Acharam que tinham
descoberto a maneira de cometer o crime perfeito para limpar os
cofres públicos. E quase conseguiram, mas Roberto Jefferson ficou
insatisfeito com a fatia de bolo destinada a ele, abriu a porteira
para que todos os esquemas do PT fossem descobertos e hoje não há a menor possibilidade de separar o PT de qualquer outro partido brasileiro, eticamente falando. Caíram, então, os
grandes caciques petistas, alguns julgados e condenados, mas não expulsos
pelo probo Partido dos Trabalhadores, sob a alegação de perseguição
política. Bela maneira de respeitar as instituições republicanas
estabelecidas e o Estado democrático de direito.
Vamos, então, pensar no
cenário do PSDB ganhando as eleições. É sabido que o ano de 2015
será perdido. Baixo crescimento e inflação nas alturas, em função
do “represamento” dos preços de combustíveis e energia
elétrica, que o futuro ex-Ministro da Fazenda, com as bênçãos da
Presidente da República, está segurando. Além da inflação,
existe a perspectiva de uma crise política criada pelo escândalo da
Petrobras, prejudicando a tal “governabilidade”. Desta forma,
vejo, mais uma vez, o PMDB sendo cortejado para formar a base do
governo. Independentemente do partido que se elegesse, os abutres
peemedebistas seriam convidados para que houvesse um mínimo de
possibilidade de governar o Brasil. A única forma de mudar esse
comportamento do PMDB é diminuir o tamanho de sua bancada nas
próximas eleições, em 2018. Difícil, mas não impossível. Mas o
pior não é isso. O PT possui a segunda maior bancada no Congresso
e, se o PSDB assumir o poder, voltará aquela maldita oposição raivosa.
Entretanto, como o PT já
conhece profundamente os esquemas de corrupção, sua fiscalização
em cima do governo do PSDB será excepcional. Sabendo disso, o PSDB
deveria efetivamente proporcionar um cenário para o efetivo combate
à corrupção. Reformas política, tributária e eleitoral seriam
prioritárias, ainda que dificilmente realizáveis com a oposição
virulenta dos petistas. Para conseguir um eventual segundo mandato,
Aécio teria que fazer, em quatro anos, tudo aquilo que o PT em 12
não fez. Missão impossível, mas não seria melhor
deixar o tucano fazer sua tentativa do que garantir mais um mandato para essa senhora que exige ser chamada “presidenta”?
A partir disso tudo, fica a critério do leitor fazer suas conjecturas e expandir as possibilidades aqui apresentadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário