sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Análise de um eleitor médio sobre a sucessão presidencial


Definitivamente o cenário eleitoral de 2014 é um dos piores desde que comecei a votar, em 1994. E não tenho esperança que em 2018 isso mude.

Analisando o aspecto econômico, para muitos o mais importante, não há dúvidas de que a reeleição de Dilma trará uma piora acentuada aos indicadores econômicos. Não há clima para investimentos e a retração econômica foi provocada não somente pela crise internacional, mas sim pela incapacidade da equipe econômica do atual governo manter as engrenagens rodando, uma das poucas coisas boas que  Lula fez em seu governo.

Em ano eleitoral, o normal (pra não dizer o esperado) é o país crescer acima da média dos anos anteriores. Quanto o Brasil está crescendo em 2014?

Analisando a questão de oposição ao governo, o PSDB realmente é uma piada. Mas é uma piada mais leve do que o PT na oposição. PT na oposição é contra TUDO que o governo, qualquer que este seja, propuser. Independente de ser bom ou ruim, PT será contra. Só presta aquilo que o PT propõe, quando está no governo. Sendo oposição não proporá nada positivo, pois vai ajudar o governo, e isso não pode. Eu lembro muito bem como era o PT na oposição.

Quando era oposição, inclusive, eles aprenderam a descobrir todas as maracutaias do PSDB entre 1994 e 2002, ainda que naquela época houvesse um “Engavetador-Geral da República” que não conduzia os processos à luz da Justiça. Com esse aprendizado, os petistas desenvolveram metodologia própria de corrupção, aplicada desde sua ascensão ao poder, em 2002, até este momento. Acharam que tinham descoberto a maneira de cometer o crime perfeito para limpar os cofres públicos. E quase conseguiram, mas Roberto Jefferson ficou insatisfeito com a fatia de bolo destinada a ele, abriu a porteira para que todos os esquemas do PT fossem descobertos e hoje não há a menor possibilidade de separar o PT de qualquer outro partido brasileiro, eticamente falando. Caíram, então, os grandes caciques petistas, alguns julgados e condenados, mas não expulsos pelo probo Partido dos Trabalhadores, sob a alegação de perseguição política. Bela maneira de respeitar as instituições republicanas estabelecidas e o Estado democrático de direito.

Vamos, então, pensar no cenário do PSDB ganhando as eleições. É sabido que o ano de 2015 será perdido. Baixo crescimento e inflação nas alturas, em função do “represamento” dos preços de combustíveis e energia elétrica, que o futuro ex-Ministro da Fazenda, com as bênçãos da Presidente da República, está segurando. Além da inflação, existe a perspectiva de uma crise política criada pelo escândalo da Petrobras, prejudicando a tal “governabilidade”. Desta forma, vejo, mais uma vez, o PMDB sendo cortejado para formar a base do governo. Independentemente do partido que se elegesse, os abutres peemedebistas seriam convidados para que houvesse um mínimo de possibilidade de governar o Brasil. A única forma de mudar esse comportamento do PMDB é diminuir o tamanho de sua bancada nas próximas eleições, em 2018. Difícil, mas não impossível. Mas o pior não é isso. O PT possui a segunda maior bancada no Congresso e, se o PSDB assumir o poder, voltará aquela maldita oposição raivosa.

Entretanto, como o PT já conhece profundamente os esquemas de corrupção, sua fiscalização em cima do governo do PSDB será excepcional. Sabendo disso, o PSDB deveria efetivamente proporcionar um cenário para o efetivo combate à corrupção. Reformas política, tributária e eleitoral seriam prioritárias, ainda que dificilmente realizáveis com a oposição virulenta dos petistas. Para conseguir um eventual segundo mandato, Aécio teria que fazer, em quatro anos, tudo aquilo que o PT em 12 não fez. Missão impossível, mas não seria melhor deixar o tucano fazer sua tentativa do que garantir mais um mandato para essa senhora que exige ser chamada “presidenta”?

A partir disso tudo, fica a critério do leitor fazer suas conjecturas e expandir as possibilidades aqui apresentadas.

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